Wednesday, May 28, 2008

comunidades virtuais

Após uma longa investigação que realizei para uma tese de doutoramento verifiquei que  muitas pessoas estão a abandonar os serviços de social networking onde estavam registadas, quer por sentirem que a sua privacidade estava comprometida, quer pelos ataques de spam e publicidade a que estavam sujeitas.

Lembrou-me de uma conversa que tive há uns dias com um amigo, que me dizia para não me admirar de deixar de vê-lo no Hi5 pois tinha apagado a conta. O motivo da sua decisão foi porque estava farto de ter pessoas estranhas a ver o perfil dele e deixar comentários, nem sempre apropriados, o mesmo me aconteceu a mim, no entanto, estando no papel de investigadora outro remédio não tinha.

Apesar disso ser basicamente a essencia do social networking, existem pessoas que não se sentem confortáveis com a ideia de ter estranhos a saber da vida deles, e quando vêm o seu espaço a ser invadido, acabam por desistir e remover as contas. Muitas registam-se impulsionadas pela ideia de encontrar amigos, colegas, conhecidos na rede, mas acabam com a lista de amigos cheia de estranhos.
Aconteceu comigo. Ao principio até achava piada, e se o perfil da pessoa me agradasse, aceitava o pedido. Até que chegou um dia que decidi deixar apenas pessoas conhecidas, e fiquei com a lista reduzida a metade.
Criei outros e outros fictícios, mas o resultado era sempre o mesmo!!!!
Contudo, a afluência a este tipo de serviços não está comprometida. O número de pessoas que se registam diariamente é muito superior ao das que apagam os seus registos. E a avaliar pela quantidade de pedidos que tenho recebido para me juntar ao FaceBox, entre outros, este fenómeno atrai cada vez mais gente!

Apesar do conceito do social networking já andar por cá há uns anos, mas ainda está só no principio. Há uma lei que diz que praticamente todas as modas na internet são efémeras e o que está hoje no centro das atenções dos cibernautas, amanhã pode ter passado à história. Bem, isso parece não estar a surtir efeito nas comunidades virtuais.
O social networking veio para ficar, mas vai mudar de contornos. O que já não falta por aí são sites comunitários, como o Hi5, o MySpace, ou o Facebox, uns generalistas, outros temáticos, mas acabam todos por não conseguir oferecer muito mais do que espaço para criarmos o nosso perfil, colocar informação pessoal, fotos, manter um blog, receber ou escrever comentários, etc., e andar por lá à procura de pessoas. Isto às tantas torna-se aborrecido, e acaba por não conseguir cativar a atenção dos utilizadores, por não passar do mesmo..
O futuro do social networking reside em comunidades como o Second Life ou serviços similares, que oferecem a possibilidade dos seus utilizadores de viverem vidas paralelas à sua, num mundo virtual. Esta nova geração de serviços tem tudo para ter sucesso, pois cada vez mais as pessoas tentam alienar-se das suas vidas, e encontram ali um escape.
Ligamos o programa e sem darmos por isso, perdemos ali umas boas horas, a explorar, a desenvolver a nossa personagem, a conversar com este e com aquele. Também ali se encontram pessoas e se travam amizades.
Mas não deixa de ser um espaço onde se vivem vidas falsas, onde se criam ilusões, onde a nossa privacidade também pode ser violada. Usar os esses serviços de forma consciente é meio caminho andado para evitarmos problemas..

Cada vez mais estamos a caminhar para um mundo tipo Matrix. Não digo que seja tão dramático, mas chegar a casa, sentar-me confortavelmente, ligar-me a uma máquina e ir curtir com o meu alter-ego para outras bandas parece-me bastante apetecível.

Provavelmente nunca nos vamos ver livres de ataques à nossa privacidade, de publicidade ou spam…é o preço que temos que pagar pela utilização destas comunidades..

Posted by Magellan at 01:28:49 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, December 20, 2006

Uma Biblioteca : um ponto de encontro!

Sempre gostei de bibliotecas , pois por mais línguas que saibamos falar, utilizamos sempre a nossa para colar os nossos “selos”, isto é, para potenciar os autores que nos são mais queridos, de preferência os de língua portuguesa ou de expressão lusófona, sem prejuízo, naturalmente, para autores estrangeiros que, na realidade desde que sejam bons, são de toda a Humanidade. E é esse rumo ao universalismo do conhecimento e do saber que se busca quando rumamos a uma biblioteca. Esta oferece esse pequeno mistério que existe sempre primeiro dentro de nós e depois se espalha nesse espaço agradável.

A biblioteca serve de ponto de encontro, um carrefour de pessoas agradáveis e bem dispostas gerindo materiais culturais, fazendo serviço público à comunidade. E até se pode fazer amigos nela, já que a cultura é um imenso braço esticado que pode, por exemplo, terminar a jogar ténis. Portanto, também aqui reconheço valia nesse equipamento cultural, já que até os ignorantes- como todos nós- ignoram- muita coisa, até que o são. E nada melhor que uma biblioteca para pensar, quiçá, suprir essa falha.

É costume dizer-se que o saber não ocupa lugar. A ignorância muito menos. mas dá-se o caso de esse também ser um espaço amplo, arejado com muita luz. Daí não decorre que convide á prática da patinagem ou das passereles do Portugal Fashion, mas é, sem dúvida um convite para ler. Preguiçar, pensar teorias, em filosofias engendrar conhecimento a caminho da sabedoria. É isso que para mim significa uma biblioteca, um paradigma de relacinamento humano frutuoso.

Mas o que sempre me intrigou numa biblioteca é que nunca sei onde começa e onde acaba, um pouco como as conferências. é nessa medida que a biblioteca também é um espaço cultural intangível que convida à reflexão. Isto, claro, apesar de se saber que cada um de nós está condenado a ter a cabeça que tem.

Diria, por outro lado, que uma biblioteca serve também para mostrar que a literatura indiana é igual à nossa, que os números arábicos são iguais aos nossos. Mas a ideia é que a letra “O” também pode representar oportunidade que até pode mudar por completo a nossa vida.

No fundo, tudo isto, não tem fundamento se depois não houver uma pessoa que nos faça perguntas para respostas que sabemos dar, as tais, que lá está, consolidamos no convívio da biblioteca.

Há aquelas pessoas que dispensam as bibliotecas ou que não as frequentam porque já compraram uma enciclopédia e assim se acham talentosas e inteligentes, mas na realidade não o são! Porque muitas dessas pessoas, de facto só compram a tal enciclopédia depois de ter rodado o filme, e muitas delas nem ao cinema vão e mesmo depois de a adquirirem nem sequer a consultam, de modo, que nada serve ter uma enciplopédia em casa apanhando teias de aranha. É apenas pasto para insectos e vermes, que também precisam de viver nesta cadeia (cultural) alimentar. Até aqui a cultura é tolerante ( com os vermes)…

Uma biblioteca é uma casa cultural, um espaço aberto e pluralista, um local de encontro e de convívio enfim, uma casa com muitos “eus”sempre em formação e recriação cultural. Por vezes procuramos um livro e encontramos uma pessoa , outras vezes é o inverso e outras ainda não encontramos coisa nehuma, nem sequer nos reencontramos com nós próprios. É aí que percebemos ser uns “não-textos” do mundo moderno, uns seres que já não são ficção mas também não são realidade. A biblioteca também é um espaço onde o Homem projecta essa agonia do Ser e do Pensar, creio!

Em suma: é assim que vejo este equipamento cultural, essa casa muito humana e eficiente, em que as pessoas se conhecem, se tratam pelos próprios nomes. como fazem quando recrutam os autores refastelados nas prateleiras. é uma espécie de heteronomía pessoana, somos muitos “eus” ao mesmo tempo dentro de nós para as imensas sensações que uma biblioteca nos suscita. Numa biblioteca«, sinto que o Homem esteja a cuidar do seu Ser, tanto como se estiver a comer num restaurante. São alimentos diferentes, mas complementares: o alimento do corpo e o alimento do espírito.

De tudo decorre a cultura, no fundo, é uma questão de Fé. Porque vivemos num Portugal cuja verdadeira “cultura” é a dos nabos, de bananas, de melões, leia-se de grandes incompetentes, por isso vejo este espaçio como um pólo para pensar e evitar engrossar essa estatística que tem subdesenvolvido Portugal.

 

Posted by Magellan at 13:10:49 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, December 12, 2006

Os Afectos Virtuais

No Mundo Virtual a interacção pessoal pode ser considerada como uma nova forma de vivenciar experiências que produzem uma aproximação entre o inconsciente e o sujeito. Dessa forma, por meio de manifestações afectivas e/ ou sexuais virtuais os internautas que fazem parte desta esfera estam mais conscientes dos seus desejos e das suas formas particulares de obter prazer, porventura preparando-se para relacionamentos mais reais.

Estando o indivíduo mais consciente dos seus desejos e expectativas poderá alargar as suas oportunidades de se realizar num relacionamento real.

A Internet trata-se de um espaço onde o navegante pode realizar diversos tipos de relacionamentos, desde chats sem troca de grande intimidade, amizades mais profundas, chegando mesmo ao sexo virtual.

Este fenómeno dá-se muito através do messenger onde existe aqui a possibilidade de liberdade, onde as amarras á moralidade social se desfazem com maior facilidade proporcionando que os desejos sejam revelados.

Esta procura do indivíduo pela experiência afectiva/ sexual no Mundo Virtual deve-se a vários factores: o estilo do mundo contemporâneo e os seus aspectos de falta de tempo e insegurança para se establecerem relações reais, a possibilidade de se encontrar o prazer imediato, as conveniências do anonimato.

Um outro factor que enseja que as pessoas se soltem nos seus relacionamentos virtuais é a possibilidade da não presença física,transmitindo aos internautas a segurança de que eles podem arriscar, pois diante de um fracaso este não é tão sentido.

Considero, e pelo que já investiguei, que estes indivíduos demonstram traços de personalidade onde o auto-conhecimento, auto-conceito e auto-estima são baixos

O espaço virtual e a troca de experiências afectivas/sexuais são uma forma de preencher o vazio sentido pela maioria da sociedade de hoje, por isso é que este fenómeno cresce cada vez mais.
O que se torna , a meu ver, um perigo para a sociedade: a desintegração desta e dos laços sociais caminham cada vez mais para o ambismo.
Começamos a viver num mundo de ilusões.
A web, o messenger tornar -se-ão o novo prozac da nossa sociedade.

Posted by Magellan at 13:31:50 | Permalink | Comments (3)

Monday, December 11, 2006

A Mulher e a Cidania

Não considero possível a Igualdade entre as Mulheres e os Homens enquanto cada mulher e cada homem não admitir que esse é o caminho para uma vida melhor.

Considero um desafio do futuro em Democracia tornar impensável dizer que as Mulheres não se interessam por política.

Penso mesmo que o futuro da Democracia passa pelo facto de os Homens percam o medo que têm das Mulheres e do poder da procriação, o medo de perder a imortalidade que só a descendência garante, o medo de perder poder: o medo de se encontrarem a sós com a incoerência e a simplicidade de perceberem que afinal a Democracia se encontra por fazer e que se calhar estão muito pouco disponíveis para esse caminho.

O contrato entre Homens e Mulheres é, no meu enterder, ainda baseado nestes medos geradores de desconfiança, apesar desta nossa sobranceira de civilização e de progresso. Considero que perdemos reciprocamente o medo que nos tolhe, de nos olharmos como iguais, de nos enfrentarmos como iguais, de nos respeitarmos como iguais é esse o grande desafio do futuro.

É por este respeito pela igualdade que não sou a favor dos 33,3% das cotas… E por não 50% ?????

Penso que o nosso sistema eleitoral está minado por ” cunhas” e interesses desfavoráveis à Democracia, daí achar que algo deve mudar neste sistema. Os deputados deverão ser escolhidos por mérito.

Se assim for tenho a certeza de que muito mais mulheres estarão sentadas nas cadeiras da Assembleia da República, pois temos competência e mérito para nos “batermos” de igual para igual com os Homens

Repugna-me uma lei que obriga a inserir as Mulheres nas listas eleitorais.

Estou certa de que não precisamos de uma Lei tipo ” A lei dos direitos dos animais”, nós não somos seres fracos que temos de lutar contra a tirania do Homem, temos capacidade de luta e entrega para lá chegarmos.

E estou confiante que mais depressa do que se possa imaginar!

Posted by Magellan at 19:44:38 | Permalink | No Comments »

Quem sou eu…

 A Minha graça é Catarina.

Natural de Coimbra sempre vivi em Gouveia até aos 18 anos, altura em que entrei na Faculdade…Bons tempos.

E foi aí que eu descobri o meu interesse pela política e por todos os problemas que acercam o nosso mundo

Daí criar este blog em que reflexão política e sociologica será a base deste espaço.

Orgulhosamente Mulher?

Porque o Mundo está destinado às Mulheres e que desculpem os Homens

Posted by Magellan at 17:29:05 | Permalink | Comments (2)